PARA TODO MUNDO
IMPRESSO
Este livro não começa na primeira página.
Ele começa quando você se permite sentar.
O livro não nasceu livro. Nasceu e cresceu na pandemia. Naquele tempo estranho em que, de um jeito ou de outro, todos nós tivemos que nos reinventar.
Escrevi.
A rede social virou meu caderno, e fui deixando por lá pequenas reflexões sobre aquilo que me inquietava. Coisas que eu via nos outros e, desconfortavelmente, em mim. Sem capa. Sem capítulos. Sem sumário.
Até que, em um daqueles textos, alguém comentou: “Você tem algum livro publicado?” Respondi. Segui a vida... Mas a pergunta ficou.
Ouvi a canção O Acordo, de Stênio Marcius. Uma frase me encontrou. Ficou. Sem pedir licença, deu nome àquela página e a tudo o que começou a brotar depois do último acorde: Puxa uma Cadeira, Minh’alma.
Anos depois, aquele nome seria também o título do livro. Talvez ele tenha começado ali. E só ele sabia disso. Cinco anos se passaram. Até que uma convicção difícil de explicar se impôs. O livro.
O que era texto, o que virou página, agora pedia para ser livro.
“E hoje, olhando para trás, percebo que, durante todo esse tempo, ele nunca deixou de ser a mesma coisa: um convite. uma conversa. uma cadeira vazia.”
Uma coleção de prosas poéticas sobre aquilo que carregamos em silêncio: dores, medos, contradições, afetos e perguntas que nem sempre sabemos responder.
A conversa também continua em áudio. Dê o play e puxe uma cadeira.
Psicanalista, farmacêutico e alguém que escreve contra o impulso de se proteger.
“A cadeira continua aqui.”